Boa Memória – 7 dicas Infalíveis para Melhorar sua Memória

Como melhorar a memória

Sabemos que, com a vida agitada que levamos hoje em dia, nos esquecemos facilmente de algumas coisas que são importantes em nosso cotidiano. Mas então como passar a ter uma boa memória para que passemos a conseguir estudar melhor, trabalhar melhor e, principalmente, a viver melhor?

Pensando nisso, criamos uma lista básica de como melhorar a memória. Essa lista será bem detalhada e irá conter o maior número possível de itens que realmente se mostraram eficazes para ajudar o cérebro a “lembrar” dos conteúdos que aprendeu.

Boa Memória, Cérebro
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Dessa forma, ao começar a colocar em prática somente alguns desses itens, você já irá perceber uma grande melhora da sua memória.

Normalmente, não é preciso tomar remédios para conseguir guardar as informações no cérebro de forma eficiente (a não ser que você experiencie lapsos de memória sérios, como esquecer o próprio nome por exemplo, devendo assim procurar um médico), bastando somente seguir algumas orientações simples, que muitas vezes passam despercebidas. 

Mas quais as vantagens de ter uma boa memória?

Bem, se você pretende aprender ou realizar alguma coisa em sua vida, a memória é fundamental. Nosso cérebro funciona como um armário cheio de gavetas. Assim que precisamos fazer alguma coisa ou pensar em alguma coisa, vamos ao armário e puxamos a gaveta com a informação correspondente. Logo,  enfrentar problemas de memória é sentir que nossas gavetas estão mal-arrumadas ou perdidas, podendo acarretar na não realização da tarefa e em uma posterior frustração.

Boa memória nos estudos

A vantagem, ou melhor, as vantagens de ter uma boa memória nos estudos são quase infinitas, pois estudar é guardar informações novas em novas gavetas. Desse modo, quem tem facilidade em lembrar das coisas consegue guardar essas informações logo da primeira vez que as recebe. Quando enfrentamos maus hábitos e deixamos nossa mente sobrecarregada de preocupações, nosso desempenho nos estudos despenca.

Memória - Estudante

Por mais que possa parecer que sua memória é boa, que nunca irá te deixar na mão, chega um tempo em que ela trava. São os chamados “brancos”. Esses brancos ocorrem devido a uma grande ansiedade sentida pela pessoa quando é submetida a uma enorme pressão. Quem nunca passou horas a fio estudando para realizar uma prova ou para dar uma aula e, como se fosse uma obra de feiticeira, todo o conhecimento adquirido some de repente? Acredite, não é só com você que isso ocorre. Isso pode acontecer com qualquer pessoa que não tenha uma boa blindagem emocional, transformando uma oportunidade certa em um fracasso total.

Portanto, quem está para realizar um concurso ou um vestibular deve tomar muito cuidado com a mente, mantendo sempre bons hábitos para ter uma boa memória e para não botar tudo a perder no momento do exame.

Boa memória no trabalho

Boa memória no trabalho
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No trabalho, as coisas não são muito diferentes. Na medida em que a rotina toma conta e o estresse vai se acumulando, a mente começa a não trabalhar mais como antes. Tudo parece uma monotonia só. O cérebro se acostuma com essa rotina e, quando mais precisamos dele, nos abandona. Na verdade, isso não é uma consequência somente do trabalho, mas também dos anos de descuido com a mente. 

Dessa forma, esquecer que tinha uma reunião importante no dia, que tinha de apresentar um novo projeto para os acionistas ou que tinha, simplesmente, de pagar a conta de energia pode demonstrar um certo cansaço da mente. Mas isso somente procede se a falta de memória se torna constante, pois ninguém está obrigado a lembrar de tudo.

Com efeito, ter uma boa memória é de fundamental importância para que não nos percamos em nossas tarefas. A vida nos exige isso, que estejamos sempre em nosso limite. Seja nos estudos, seja no trabalho, a boa memória é um grande diferencial no mundo de hoje. Quem aprende mais rápido economiza tempo para fazer outras coisas. E o que mais é a vida senão um fluxo de tempo limitado?

Falta de Memória ou de Atenção

Antes de passar à lista é importante fazer a distinção entre falta de memória e falta de atenção. Especialistas dizem que a maioria dos casos de jovens que acham que têm problemas de memória, na verdade são problemas de atenção. Perguntas como “onde deixei meu celular?”, “o que o professor falou na aula ontem?” ou “o que comi no almoço?” significam muito mais falta de atenção do que falta de memória.

Quando nosso cérebro já está tão acostumado a fazer uma coisa, ele deixa tudo no automático, sem perceber que a situação ao seu redor mudou. Além disso, fazer alguma atividade prestando atenção em outras coisas, costuma provocar aquelas perguntas. A falta de atenção pode provocar problemas de memória.  

Como Melhorar a Memória?

1. Alimentação saudável

O ditado que diz “somos o que comemos” resume bem esse tópico. Uma boa alimentação pode fazer diferença não só na memória, mas em todo nosso corpo. Alguns hábitos alimentícios que costumamos exercer podem prejudicar muito nossa mente. Então, para ter uma boa memória, devemos mudar, nem que seja um pouco, a nossa alimentação.

Um hábito saudável na alimentação pode levar à consequências que vão muito além da prevenção de doenças. Muitos alimentos são capazes de retardar o envelhecimento das células cerebrais, fator que é diretamente relacionado com doenças degenerativas neurológicas. Alimentos antioxidantes se mostram sempre muito eficazes na prevenção de Alzheimer e Parkinson. A aveia melhora a circulação sanguínea, facilitando a obtenção de energia necessária para a manutenção da boa memória.

Ômega 3

Boa memória alimentos ricos em ômega 3

Peixes e outras fontes de ômega 3 são fortes contribuintes para a memória. Dessa forma, alimentos ricos nesses ácidos graxos devem ser implementados nas refeições cotidianas. Por ser um constituinte dos neurônios, o ômega 3 melhora a aprendizagem, a concentração e as respostas das células cerebrais. Além disso, o zinco atua protegendo estas células, colaborando com a troca de informação entre as partes do corpo. Este elemento é encontrado em ovos, carne, laticínios e frutos do mar.

Glicose

A glicose é o principal combustível para o cérebro, através dela ele obtém energia suficiente para garantir seu funcionamento. Os principais alimentos ricos em glicose são os que possuem carboidratos e açúcares, como frutas, cereais integrais e legumes. A boa memória é diretamente afetada quando há espaços de tempo muito longos entre as refeições. Comer poucas vezes por dia pode levar à hipoglicemia, que corresponde a falta de glicose no sangue. Assim, o cérebro não recebe a quantidade necessária de substrato para gerar energia. Com isso, o indivíduo passa a atuar em “modo avião”, seus movimentos se tornam cansativos e o pensamento fica lento.

Outros alimentos que contribuem para a boa memória são os ricos em selênio, fósforo, e vitaminas E, C, B1 e B3. Pessoas desnutridas e que consomem cerveja são deficientes das vitaminas citadas, por isso possuem confusão mental e déficit de memória. Em resumo, carnes, leite e derivados, ovos, peixes, legumes, frutas, cereais, chás e café ajudam diretamente na manutenção da boa memória, tanto em curto como em longo prazo.

2. Exercícios Físicos

A prática de exercícios físicos regularmente favorece muito o nosso corpo e é fundamental para ter uma boa memória. Os exercícios proporcionam uma maior circulação sanguínea no cérebro, aliviam o estresse e a ansiedade, além de contribuir para um sono mais tranquilo e de facilitar a concentração. Com efeito, estudos já comprovaram que quem tem a prática diária de se exercitar pode ter uma expectativa de vida de 10 anos a mais do que quem leva uma vida parada.

Para praticar um exercício, é muito importante escolher algum pelo qual você sinta afinidade, pois, dessa forma, fica mais fácil não desistir. Qualquer atividade física já ajuda quando o assunto é saúde. Seja corrida, seja caminhada, o fundamental é não levar uma vida sedentária. Assim, o ideal é sair para se exercitar, para esvaziar a cabeça dos problemas do cotidiano. Quando você fizer isso, verá que seu corpo agradecerá e que sua memória aumentará muito.

Fisiologia

Aspectos fisiológicos comprovam como a prática de exercícios físicos contribui para a boa memória, já que ela é controlada por determinantes hormonais e neuro-hormonais. Dependendo da intensidade do exercício, são liberados neurotransmissores em diferentes quantidades que podem influenciar indiretamente na capacidade de memorização. A adrenalina e a noradrenalina liberadas são os principais neurotransmissores correlacionados à concentração. A capacidade destas duas catecolaminas em ultrapassar a barreira hematoencefálica é aumentada quando o indivíduo está praticando exercícios físicos.

A partir do momento em que atingem a região neuronal do cérebro, estes neurotransmissores aumentam  as sinapses, o que facilita o pensamento e a memorização. Uma pesquisa realizada na Irlanda demonstrou como a memória é diferente entre indivíduos sedentários e praticantes de exercícios. Nela, jovens sem o costume de se exercitarem foram submetidos a um teste onde precisaram reconhecer o rosto e nome de pessoas mostradas anteriormente. Depois, uma parte dos jovens realizaram atividade física enquanto o restante permaneceu em repouso. Feito isso, o grupo todo foi submetido novamente a um novo teste de memória. Como resultado, os jovens que se exercitaram apresentaram melhor capacidade de memorização em comparação com os que permaneceram sedentários.

Por exames sanguíneos foi detectado que os exercícios físicos estimulam a produção de BDNF, capaz de promover a saúde das células cerebrais. Sabe-se que as exercícios são responsáveis por desencadear uma seria de reações bioquímicas que resultam na produção de BDNF. Dessa forma, pode-se ter maior esclarecimento de como as atividades físicas estão relacionadas à capacidade de memorização.

3. Exercícios de raciocínio

Assim como os exercícios físicos, os exercícios mentais proporcionam uma incrível melhora na capacidade de lembrar. Nosso cérebro é a melhor ferramenta que temos, pois, diferente dos computadores que têm um espaço limitado para guardar informações, nosso cérebro fica mais potente e espaçoso à medida que introduzimos conteúdo em seu interior.

Dessa forma, devemos cuidar bem dele para que ele não nos desaponte no futuro. Uma boa forma de exercitá-lo é jogando. Isso mesmo, quando jogamos alguma coisa, precisamos raciocinar. Ao raciocinarmos, nosso cérebro cria ligações neuronais – Sinapses – tornando a troca de informações dentro de nosso cérebro muito mais veloz.

Além disso, abandonar materiais que nos deixam preguiçosos (como calculadoras) pode também ser de grande importância para conseguir ter uma boa memória, pois força a utilização da mente. Os caça-palavras também podem ajudar para melhorar o raciocínio. Isso tudo influencia diretamente na capacidade de concentração e memorização, tornando a mente mais rápida no processamento de dados.

Assista esse vídeo para ver a capacidade de memória que os chimpanzés apresentam. Conseguem ser melhores que os humanos.

4. dormir bem

O sono é uma fator determinante para ter uma boa memória. Dormir bem traz uma série de benefícios para saúde, mas não pense que somente a quantidade de horas de sono influencia. A qualidade dessas horas também é muito importante. O ideal é procurar dormir de 7 a 8 horas por dia, em um ambiente silencioso e sem iluminação. Acordar diversas vezes durante a noite também não é recomendado, uma vez que o corpo não descansa totalmente.

Com efeito, marcar um horário regular para dormir e para acordar também ajuda a ficar menos disperso durante o dia. Quando dormimos, nosso sistema nervoso central é restaurado e a troca de informações entre os neurônios se torna mais fluida. Com isso, a mente apresenta um melhor funcionamento após boas horas de sono.

Outras dicas para melhorar a qualidade do sono são:

– Não tomar bebidas alcoólicas logo antes de dormir.

– Não ingerir em excesso bebidas que contenham cafeína (como café ou coca-cola).

– Não ir dormir nervoso com alguma coisa.

– Não comer alimentos muito difíceis de serem digeridos durante o jantar.

Dessa forma, uma boa noite de sono revigora nossas energias para que possamos realizar nossas tarefas do dia a dia. Isso proporciona uma maior disposição para estudar melhor, trabalhar melhor, além de proporcionar uma boa memória.

5. Diminuir o estresse

O estresse é grande inimigo dos estudantes, principalmente no momento de realizar provas. Estresse contínuo, com o qual você convive e pode até ter se acostumado, é uma das maiores causas de perda de memória a curto prazo. As situações de tensão no dia-a-dia, como ao falar em público, fazer um exame ou até mesmo uma entrevista de emprego, levam a liberação de cortisol. Este hormônio, apresenta funções importantes como  a manutenção da pressão sanguínea e a liberação de células imunológicas.

Ao ser liberado em grande quantidade, como em casos de estresse, o cortisol provoca excesso de macrófagos no cérebro. Tal reação resulta em processos inflamatórios e consequente perda de memória. Afastando recordações recentes, o cortisol ajuda o cérebro a se concentrar no alívio para situações estressantes. O estresse como doença pode chegar a afetar a criação de novos neurônios no cérebro, conhecida como neurogênese.

Comprovação científica

Diminuir o trabalho, ficar calmo sem pressa, tirar férias e arrumar um hobby são atitudes simples e capazes de diminuir o estresse consideravelmente. Experiências realizadas nos EUA apontaram como o estresse afeta diretamente a boa memória. Em um destes experimentos, ratos foram submetidos à exposição a um intruso agressivo. Inicialmente os animais foram colocados em convívio dentro de um pequeno labirinto, e assim, desenvolveram memória dos caminhos percorridos.

Posteriormente, foi acrescido um macho maior, aumentando o desconforto daqueles que antes conviviam em tranquilidade. A briga pelo domínio causada pelo macho agressivo gerava estresse nos demais animais que, nessa situação, tiveram a memória afetada. Na tentativa de fuga, os ratos que estavam acostumados com o labirinto apresentavam dificuldade em recordar os caminhos corretos. É possível concluir que a convivência com o estresse é capaz de provocar alterações no organismo. Tais alterações são capazes de nos afetar em aspectos cognitivos, modificando nosso humor e nossa mente.

6. Leia

A leitura não só nos dá a oportunidade de criar novas memórias, como também nos faz buscar as que já temos. Ler é um dos principais tópicos relacionados a capacidade de desenvolver boa memória, uma vez que assim como se deve exercitar o corpo, a mente também precisa ser exercitada. Milhões de sinapses ocorrem interligando neurônios diversos durante a leitura, nenhuma atividade exige tanto do cérebro como quando lemos.

Ler apresenta tamanha amplitude que, para que possamos entender o que foi escrito e seus significados, são ativadas as memórias visual e verbal, simultaneamente. Pesquisam indicam que quanto maior o habito de ler, mais duradoura é a memória, mesmo depois da velhice. Dessa forma, é possível notar como ambas estão intimamente interligadas, aprendemos ao estudar a partir do que lemos e do que memorizamos a partir disso.

Entre os jovens a principal causa de falta de memória é não ter o hábito cotidiano de ler, além disso, a falta de atenção é um grande prejudicial, impedindo a compreensão, o armazenamento de informações e seu resgate.

7. Procure depender menos da tecnologia

Quando anotamos números em agendas eletrônicas ou esperamos que algum aplicativo nos informe a data de aniversário de alguém, ficamos preguiçosos para pensar por nós mesmos. Vai chegar o tempo em que as máquinas farão todas as nossas tarefas e, com isso, voltaremos a ser “burros”. Não podemos depender somente de programas de computador para seguir com nossas vidas. Até que ponto nos beneficiamos da tecnologia e até que ponto ficamos dependente?

Essa é uma pergunta interessante, uma vez que envolve outras questões sobre capitalismo e consumismo, além da onda de publicidade que enfrentamos. Mas isso não é uma coisa que iremos abordar aqui. Dessa forma, temos que ser ponderados a respeito de como usar as ferramentas tecnológicas que nos são impostas pela sociedade.

Pois bem, essa dica serve mais como um modo de conscientização e reflexão do que realmente como um ponto chave. No entanto, não deixa de ser importante, porque nos faz pensar em como “pensar” é bom e não ruim. Para termos uma boa memória, não dependemos de ninguém, senão de nós mesmos (a não ser, como já foi dito, quando o problema é de saúde).